Um gato travesso com toda a gataria calçou bota e foi ao rei levar presentes certo dia. Seu dono era bem pobre.
Só tinha um belo olhar e um belo porte.
Mas o Gato de Botas transformou sua vida e sua sorte.
Há muito tempo, um velho moleiro, que tinha trabalhado a vida inteira, chamou seus três filhos e distribuiu entre eles tudo o que possuía.
Entregou o moinho ao mais velho, deu o burro para o segundo e para o terceiro, que era o caçula, sobrou só o gato.
Quando os três filhos ficaram sozinhos, o mais velho combinou viver e trabalhar junto com o segundo irmão.
Ele podia fazer farinha no moinho e o outro iria vendê-la na cidade, com o burro.
Mas o caçula, que só tinha um gato, era melhor que fosse embora com ele, pois para nada servia.
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15 de set. de 2013
22 de nov. de 2012
A Bela Adormecida No Bosque (Charles Perrault)
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| The Rose Bower Jones |
Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: “Ah, se nós tivéssemos uma criança!”, e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando,
um sapo rastejou para fora da água e lhe disse “Seu desejo será
realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina”.
Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era
tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma
grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e
conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a
criança. Havia treze delas em seu reino, mas como ele só possuía doze
pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar
em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim,
as fadas presentearam a criança com dotes mágicos: uma com a virtude,
outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que há
de desejável no mundo. Quando onze já tinham falado, entrou de repente a
décima terceira. Ela queria se vingar por não ter sido convidada e, sem
cumprimentar ou mesmo olhar para quem quer que seja, exclamou aos
brados: “A princesa deverá espetar-se em um fuso quando tiver quinze
anos, e cair morta.” E sem dizer mais nada, virou as costas e deixou o
salão. Todos estavam assustados, e então se adiantou a décima segunda,
que ainda não tinha feito seu desejo, e como não podia anular a
maldição, mas apenas abrandá-la, ela disse:

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