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15 de set. de 2013

O Gato de Botas

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 Um gato travesso com toda a gataria calçou bota e foi ao rei levar presentes certo dia. Seu dono era bem pobre.

Só tinha um belo olhar e um belo porte.

Mas o Gato de Botas transformou sua vida e sua sorte.

Há muito tempo, um velho moleiro, que tinha trabalhado a vida inteira, chamou seus três filhos e distribuiu entre eles tudo o que possuía.

Entregou o moinho ao mais velho, deu o burro para o segundo e para o terceiro, que era o caçula, sobrou só o gato.

Quando os três filhos ficaram sozinhos, o mais velho combinou viver e trabalhar junto com o segundo irmão.

Ele podia fazer farinha no moinho e o outro iria vendê-la na cidade, com o burro.

 Mas o caçula, que só tinha um gato, era melhor que fosse embora com ele, pois para nada servia.

26 de ago. de 2013

Babi e a Deusa

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Era uma vez uma menina chamada Babi, que vivia com sua família em uma pequena fazenda. Lá tinham galinhas que punham muitos ovos, cresciam legumes e verduras, e tinha uma vaca que lhes dava leite fresco e quentinho todo dia. Babi adorava brincar em sua fazenda. Ela brincava com os gatos, subindo no celeiro para se esconder de todos no meio do feno, e tinha um balanço em sua grande varanda, enquanto balançava, ela bebia limonada fresca que sua mãe sempre fazia para ela.

Mas o que ela gostava de fazer, mais do que tudo, era ir para a floresta e visitar sua amiga, Nana. Nana era uma mulher muito velha que vivia em uma bela casa de campo coberta de plantas e flores. Na casa de Nana, havia tantas coisas maravilhosas para ver, e tinha um cheirinho muito bom.
Havia velas de todas as cores do arco-íris, frascos cheios de especiarias de cheiro, as ervas secavam nas vigas e ela fazia deliciosos chás adoçados com mel. Tinha até um tambor velho que Babi adorava tocar, fazendo muito barulho. Quando ela tocava o tambor, Nana sorria e acenava com a cabeça para a batida. Nana era muito velha, com dedos enrugados e uma grande corcunda. Nana parecia um pouco assustadora para Babi, mas ela sabia que Nana a amava como se fosse sua própria neta e que nunca faria mal a ela.

24 de ago. de 2013

A Bela e a Fera - Versão de Gabrielle-Suzanne Barbot

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A Bela almoçando com a Fera em uma ilustração de Anne Anderson.
Um rico mercador, que tinha três filhas, porém, enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.

Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.

Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto.

O Firme Soldado de Chumbo - Hans Christian Andersen

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Era uma vez vinte e cinco soldados de chumbo, todos irmãos, porque tinham sido todos feitos da mesma colher de cozinha. Tinham armas aos ombros e olhavam em frente, muito elegantes nos seus uniformes encarnados e azuis. — Soldados de chumbo! — foi a primeira coisa que ouviram neste mundo, quando levantaram a tampa da caixa onde estavam.
Um rapazinho tinha dado esse grito e batido as palmas; tinham-lhos dado como prenda de anos, e ele colocou-os em cima de uma mesa. Os soldados eram todos iguais uns aos outros — exceto um, que só tinha uma perna; fora o último a ser moldado e já não havia chumbo que chegasse. No entanto, mantinha-se de pé tão bem como os outros que tinham duas pernas, e é ele o herói desta história.
Na mesa onde os colocaram havia muitos outros brinquedos, mas aquele em que se reparava logo era um castelo de papel. Pelas suas janelinhas via-se o interior das salas. À frente havia pequenas árvores à volta de um pedaço de espelho, a fingir que era um lago. Cisnes de cera pareciam flutuar na sua superfície e olhavam para o seu reflexo. Toda a cena era um encanto, mas o mais bonito de tudo era uma menina que estava à porta; também ela era feita de papel, mas tinha uma fina saia de musselina, uma estreita fita azul cruzada nos ombros, como se fosse um xale, presa por uma brilhante lantejoula quase do tamanho da cara. A encantadora criaturinha tinha os braços estendidos, porque era uma bailarina; tinha mesmo uma perna tão levantada que o soldado de chumbo nem conseguia vê-la; então ele pensou que ela só tinha uma perna, tal como ele.

22 de nov. de 2012

A Bela Adormecida No Bosque (Charles Perrault)

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The Rose Bower Jones

Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: “Ah, se nós tivéssemos uma criança!”, e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando,
um sapo rastejou para fora da água e lhe disse “Seu desejo será realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina”. Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a criança. Havia treze delas em seu reino, mas como ele só possuía doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a criança com dotes mágicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que há de desejável no mundo. Quando onze já tinham falado, entrou de repente a décima terceira. Ela queria se vingar por não ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo olhar para quem quer que seja, exclamou aos brados: “A princesa deverá espetar-se em um fuso quando tiver quinze anos, e cair morta.” E sem dizer mais nada, virou as costas e deixou o salão. Todos estavam assustados, e então se adiantou a décima segunda, que ainda não tinha feito seu desejo, e como não podia anular a maldição, mas apenas abrandá-la, ela disse:

Rumpelstiltskin (Original _ Irmãos Grimm)

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Era uma vez um moleiro pobre que tinha uma filha muito bela. Um dia aconteceu de ter que ir falar com o rei e, para parecer mais importante, disse:

— Tenho uma filha que pode fiar a palha e convertê-la em ouro.


— Essa é uma habilidade que me impressiona – disse o rei ao moleiro – se tua filha é tão hábil como dizes, traga-a amanhã ao meu palácio e vamos ver isso.


Quando trouxeram a garota, o rei a levou para uma quarto cheio de palha, deu-lhe uma roca e uma bobina e disse:


Branca de Neve (Original _ Irmãos Grimm)

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Era uma vez uma rainha que estava esperando o nascimento de seu primeiro filho. Certo dia, no mais frio do inverno, quando parecia que o mundo todo se tornara branco pela neve, ela estava sentada perto de uma janela que tinha uma moldura de ébano a costurar. Enquanto costurava espetou o dedo com a agulha e três gotinhas de sangue caíram sobre a neve alvíssima. O vermelho era tão bonito sobre o branco que a rainha exclamou: “Gostaria de ter uma filhinha branquinha como a neve, com a boca vermelha como o sangue e com os cabelos tão negros como a moldura de ébano da minha janela”. Pouco tempo depois deu a luz uma menininha que era branca como a neve, tinha os lábios rubros como o sangue e os cabelo negros como o ébano. Por isso recebeu o nome de Branca de Neve. A rainha morreu logo após o nascimento da criança.

Rapunzel (Original _ Irmãos Grimm)

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Era uma vez um casal que, tendo desejado, em vão, um filho durante anos, acabou por descobrir, com alegria, que a mulher estava grávida.

A casa onde morava tinha, nas traseiras, uma janela de onde se avistava um terreno cheio de flores e de magníficas plantas. No entanto ninguém se atrevia a lá entrar, não só porque o rodeava um muro muito alto, como porque pertenc

ia a uma poderosa e temida feiticeira.

Certo dia em que a mulher, à janela, olhava para lá, caíram-lhe os olhos num canteiro em que floresciam os mais belos rapôncios. Eram tão verdes e frescos que lhe fizeram crescer água na boca. Ora, sabendo que não os podia comer, cada dia tinha mais desejos. Emagreceu muito e ficou com um ar pálido e doente. O marido assustou-se:

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