Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu
envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube
identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar
forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações
maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder
entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma
forma de proteção.
Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o
pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no
número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do
pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o
principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele
simboliza, então, o andrógino. O pentagrama sempre esteve associado com o
mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser
traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço
Infinito".
A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da
história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neopagãos, com muita
profundidade mágica e grande significado simbólico. Um de seus mais
antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama
aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se
estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi
designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco
livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é
incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em
paralelo com o Hexagrama.
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